antropologia social e cultural


 

5. Aspectos do parentesco social

Tabela de relações p. 67.

 

6.Autonomia e dependência

Visão indígena = acampamentos auto-suficientes – visão assumida pelo autor na 1º parte – na verdade: comunicação entre acampamentos é vital

Acamapamentos não são auto-suficientes

Chefe:  

1     Iniciativa

2     Competente (organizar trabalhadores, tomar decisões);

3     Deve falar bem;

4     Deve ser generoso;

5     Deve conhecer xamanismo e tradição – não deve ser autoritário

 

·        Relações afins de parentesco = politicamente importante, pois contém o potencial para expressão da hierarquia

 

ð Controle do pai sobre suas filhas

=> uxorilocalidade = controle de um homem sobre outro homem através de uma mulher

 

ð Define o tamanho e a estabilidade da aldeia (nº e natureza das relações afins)

Afinidade = estranho, perigo, competição, conflito, divisão

Fissão = ocorre quando o acampamento atinge certo tamanho. Why?

ð Grandes aldeias = quebra da ficção de consangüíneos – difícil chefe exercer poder familiar

Doença e morte = envolve componente social

Afinidade => caminho do poder político

ð Possui o germe de sua dissolução

Fatores que salvam a aldeia do isolamento físico e social: casamentos, disputa, comércio e ritual.

Kagwahiv = dupla liderança – p. 83.

 

7.   O indivíduo em sociedade

Tese de Turner: exploração da mulher jovem e do homem ativo pelos velhos (“classe dominante” da família residencial)

Riqueza = recurso escasso e valor

ð Economia política = gerenciamento e controle de recursos escassos e habilidade dos indivíduos envolvidos em gerar valor

Guiana = escala de valores nos animais caçados (porco diferente de tatu)

Melhor caçador => melhor acesso a mulheres => melhor quantidade de suprimentos => liderança

Produção separada do produtor (refeições coletivas) – outro pode se apropriar do valor

Guiana = escassez de segurança (pessoas familiares comparadas com estranhos perigosos)

ð Economia política = gerenciamento de recursos humanos – vistos normalmente como escassos

ð Preparação dos produtos de mandioca = trabalho feminino – processo ritual – sociedades patrilocais – ligado a uxorilocalidade

=> homens anulam o trabalho da mulher e usam o produto ritual e politicamente – esferas onde as mulheres são excluídas

II

Trabalho = homem + mulher => casal = complementaridade na família nuclear

Membros de 1 unidade = dividem uma substância comum => certas circunstâncias restrições individuais pelo bem comum

Guiana = sociedade com características atomísticas

EVC – 95/96

Sociedade – agregado de indivíduos negociando parentesco (98)

    8.Sociedade Guiana e o contexto geral

Recurso escasso: humano

Aldeias = caleidoscópio – (p. 102)

Guiana = forma + simples das culturas sulamericanas

ð Não há garantias na volta da mulher na geração seguinte então controla-se todos os recursos humanos (endogamia) ou das mulheres (uxorilocalidade)

Troca entre vários grupos locais



Escrito por edmundo às 17h06
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RIVIÈRE, Peter. Individual and society in Guiana. A comparative study of Amerindian social organization. Cambridge University Press, 1984.

1.   Peoples and approaches.

 

-         Trabalho de avaliação da etnografia existente sobre a área – “Guiana”

1º curso de etnografia sulamericana

2º identificar elementos e parentesco da organização social Guiana

3º amplo estudo das sociedades sul americanas de terras baixas/ sociedades sul americanas = troca – sem margem estanque.

Sociedades Guianas = natureza atomística/ membros individualistas

ð Pedaço de um grande mosaico – pedaços ao mesmo tempo similares e diferentes – características variantes e invariantes

Estudo = características invariantes

ð Resultado da concentração da estrutura e da organização social

Estrutura social = fundamental e invariante

Guiana = maioria Carib

Exceção: Wapishana (Arawak) e Piaroa (Sáliban?)

Terras baixas: diferenças lingüísticas não coincidem necessariamente com diferenças sociais e culturais

Trabalho = divisão sexual

Família nuclear = unidade significante da organização social.

Descendência cognática com residência uxorilocal

 

2.   O padrão de assentamento: tamanho, duração e distribuição

Assentamentos – difícil caracterizar

ð Espaço transitório

ð Floresta x Savana

População 15 a 50 hab.

Distância = de 1,5 dia a dias de caminhada

Duração = de 6 a 7 anos

Assentamento = tamanho mínimo

Movimento entre acampamentos = razões sociais, políticas, rituais e econômicas

Assentamentos = ligados entre si

ð Adaptação coerente: natureza das instituições políticas + padrão de assentamento + fatores ecológicos (estes não sendo os únicos determinantes [ecológicos])

 

 

3.   Composição da vila:

Vilas = política + parentesco = influenciam a composição da vila

Mobilidade da população:

1.   Movimento entre assentamentos (individual ou familiar)

2.   Fissão do acampamento por causas políticas

Família natal – retém o controle sobre a capacidade de produção e reprodução de mulheres jovens

ð Uxorilocalidade = Turner

 

 

4.   As categorias de classificação social

Habitantes: ficção de que o acampamento é composto de grupo de parentes bilaterais – termo com ampla classificação semântica = próximo a “família”

– não existe grupo que possa ser rotulado de consangüíneo e afim na relação de troca de esposas

Terminologia – características:

1.   Princípio de troca direta prescritiva – distinção de sexo, idade

 



Escrito por edmundo às 17h03
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2 tipos de pessoas:

 

1.   A pessoa está no espírito (com ancestrais, etc.)

 

2.   A pessoa está no corpo

Mortos = pura imagem

Sem sucessão – pessoa não transmissível

Transmissão – nomes, cargos públicos, honrarias

 

Inimigos, afins, amigos formais = formas que se reveste o outro para que se estabeleça o eu

 

Eu = é ser-se vivo, krahó, de um segmento residencial, sustentar um nome,....

 

Krahó = eu sou aquilo que o que eu não sou não é



Escrito por edmundo às 17h00
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2 opções para a sociedade:

1.   Enfatizar a oposição vivos / mortos

Realce da oposição = antagonismo sem ancestrais = Brasil

 

2.   Continuidade de consangüíneos (vivos/mortos = oposição de segundo plano) = grupos de descendência, ancestrais,...) = África

 

Krahó – sociedade dos vivos (concebe-se como tal)

Sociedade essencialmente cerimonial

 

Nível pessoal – dupla lealdade = ao grupo e à parentela = conflitiva (143)

 

Laços consangüíneos com mortos se choca com a descontinuidade exigida pela sociedade



Escrito por edmundo às 17h00
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Partida para o mundo dos mortos = passagem para o campo adverso (traição)

 

Morte, casamento = analogias (119)

(afins/mortos)

 

Vivos : mortos :: consangüíneos : afins (a relação e não os termos)

 

Mekarõ – chamam os krahõ de mekarõ (120)

 

Sociedade – dentro – leste

Mortos – exterior – oeste

 



Escrito por edmundo às 16h59
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Karõ = ao desprender-se do homem torna-se imagem livre (não remete à forma precisa) – mas ele não é imagem sem conteúdo

 

Mekarõ = morre várias vezes toma várias formas (animais grandes, pequenos, raiz, pedra, cupim, ...)

Animais de caça com gosto ruim

 

Pessoa krahó – vive no seu corpo = karõ = liberto dissolve laços com o corpo que lhe emprestava forma estável (116)



Escrito por edmundo às 16h58
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Força vital = fica no organismo após a morte

Morte definitiva = igual quando o sangue desaparece

 

1.   Sangue = indivíduo biológico = líquido = desaparece

2.   Ossos = persona (direitos e deveres) = sólido = perene

Pertencem à sociedade = sem perigo

3.   Sopro vital = ar

 

Mekarõ = mediadores entre o corpo e a sociedade

Individuais /pseudosociais

Impossibilidade de conciliar a consangüinidade com as exigências de uma sociedade (111)



Escrito por edmundo às 16h57
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Enterro secundário – 3 grupos

- mulheres e crianças excluídas

- com direito e inumados em casa (homens comuns)

- com direito e inumados no pátio da aldeia (chefes honorários associados aos homens e aos meninos e meninos associados às mulheres, moças associadas aos rituais de iniciação, chefes de aldeia e esposa, padre e sua mulher e outros) (96)

 

Morte - processo

Rito de passagem – para o karó do morto (levado definitivamente entre os mortos) e para os parentes (reintegrados aos vivos) (100)

 

Sangue e transgressões de fronteiras

 

Carne = nela há água e sangue

Água – sai com o suor (inakõ)

Sangue (kaprô) – não sai = sustenta o corpo

 

Sangue e movimento = ligados (parado = sangue secando)

 

Sempre perigoso = alguns são mais temíveis (penetram mais facilmente)

 

Vômito, cuspe, lágrimas, suor, pus, sexo – dilapidam as propriedades individuais (inverso)

 

Sangue – invasão - comendo, matando, derramando, tocando

Sangues diferentes não devem ser misturados.

 

 



Escrito por edmundo às 16h56
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Krahó – amizade formal e companheirismo = modeladores da noção krahó de pessoa (90)

 

Amizade formal – antítese – formadora de limites

Companheirismo – imagem especular, não da forma do corpo, mas de sua ação



Escrito por edmundo às 16h55
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Amizade formal – sentido parece não estar nos nomes

Caracterizada pela distância  mais do que pelos nomes (86,87)

Distância – essência da amizade formal

 

Ikhuonõ – companheiros = de todas as horas e atividades (88)

Liberdade e camaradagem

(ikhuoti = placenta = companheiro da criança)

 

Amizade formal – noção lógica (não psicológica ou sociológica) da alteridade e complementaridade

 

Amizade formal, companheirismo e edificação da pessoa

 

Amigo formal = outro / companheiro = semelhante, simultâneo



Escrito por edmundo às 16h55
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Solidariedade – manifesta-se em:

 

1.   Quando picado por formiga/marimbondo ou mastiga pimenta

Amigo formal deve se submeter ao mesmo e depois é recompensado com colheita de uma manhã ou com arroz

 

2.   Ritual de iniciação Pempkahok

quebra cerimonial de um ninho de marimbondos (marimbondos = metáfora do guerreiro)

 

3.   Reintegração da sociedade

amigos formais oficiam o fim do resguardo do matador



Escrito por edmundo às 16h54
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Enlutados = à margem da sociedade

Devem ser refreados pelos presentes

Exortam os parentes do morto a esquecerem (54,55)

 

Parentes matrilaterais – saudade do morto os arrasta.

Redefinição dos papéis e dos laços que prendiam cada enlutado ao morto (56)

Karõ – não quer ir embora – corta- se os cabelos da têmpora (57)

 

Pátio (vivos) : exterior (mortos) – mediação do espaço doméstico

 

Vivos – se opõem aos mortos – mas o parentesco afeta a oposição

AMIGOS FORMAIS – adquiridos com os nomes (76)

Nomes – escolhidos dentro de um conjunto, cada qual concebido como uma unidade (nomes = de conjuntos diferentes)

 

NOMES – de MB para ZS / de FZ para BD / distante para distante

 

Em termos de “casas” – (segmentos residenciais) = tentativa de manter os nomes nas casas de origem (76)

 

Pessoas – recebem os amigos formais de seus nominadores

 

Nominador – dá nomes extraídos de um conjunto, mas não todos os nomes do conjunto

Nomes – de amigo formal não devem ser enunciados em sua presença (ou na presença de parentes) = paham = vergonha

Nenhum nome

 

Amizade formal = não ligada ao casamento

De sexo oposto não podem ter relação sexual ou casar

Genro e sogro = pode acontecer de terem amizade formal

Consangüíneos – também podem ser amigos formais

 

Termo hõpin (pintxwoi) precedência sobre os termos de parentesco quando são parentes distantes (78)

Centro de termos tecnônimos

O nome não basta = só é amigo formal aquele que é tratado como tal (REGRAS)

 

EVITAÇÃO – essência da amizade formal

 

 



Escrito por edmundo às 16h54
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Corpo – envolto em esteira

Remoção – ponto culminante da cerimônia

Grupos e conflitos claramente definidos: afins reunidos no centro da casa e consangüíneos lamentando o morto (31)

 

Momento dramático – quando o corpo passa pela porta da casa = excluído do grupo doméstico – tentativas de suicídio

Lugar do enterro – carregado de significados

Cemitério – uso antigo, mas não generalizado

 

Krahó – praticavam o enterro secundário (depois de um tempo desenterravam, limpavam os ossos, pintavam e de novo enterravam) (36)

Pratica reservada aos iniciados

Missionários – contra o lugar do enterro e o enterro secundário (36)

 

(no interior da casa? – talvez no segundo enterramento)

 

Vida pública : vida privada :: interior : exterior

 

Círculo das casas – lugar intermediário no espaço e no pensamento

Zona de transição – local vulnerável do social (37)

Laços de família = resistem à expulsão dos mortos

 

Cadáver – sangue (força vital) e ossos (personagem social, persona)

 

Ossos = persona = permanece além da morte

 

Enterro atual – em um só teve que se assumir as duas perspectivas: o indivíduo e a personagem (38)

 

Espaço mítico = a meio caminho entre o espaço de percepção e o espaço geométrico (Cassirer)

 

Krahó – seus sistemas de metades não se sobrepõem – cada um com seus critérios, mas todos estão em par como leste está para oeste (sol/lua, homem/mulher) (38)

 

Pensamento – com os dois pólos = em cada parte a estrutura do todo (contextual) (39)

Mortos = são de fora, da periferia, do ocidente

Prestações matrimoniais = da parentela do marido para a parentela da esposa

Homem deve enterrar os parentes de sua esposa (45)

Quando mulher – os parentes do marido o fazem, mas depois se exime da dívida matrimonial

 

Um princípio conceptual e problemas para um estudo comparativo entre os Jê

 

Jê setentrionais e centrais – variações sobre um mesmo tema sociológico (Maybury-Lewis0

Serviços funerários:

Primeiras exéquias (lavagem e ornamentação) e segundas exéquias (escavação da cova, remoção do corpo e enterro) (48)

 

Consangüíneos – tem acesso à ornamentação, mas não à remoção

Coveiros – são sempre outros (genros)

 

 



Escrito por edmundo às 16h52
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Morte – seu lugar é lugar de origem (saídas e entradas devem coincidir)

 

Krahó – deve morrer na casa materna

Ritos fúnebres – conduzidos pelos consangüíneos (23)

Pertence à casa materna (nome será perpetuado)

 

A presença da comunidade

 

Moribundo = mulheres acodem à casa dele = distância na posição dentro da casa revela relação com morto

Olhar o morto e chorá-lo = compete às mulheres (24)



Escrito por edmundo às 16h50
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Ratëk = Ra (estado) = quando cessa a respiração

Respirar – ato vital

Comandada pelo coração (movimentos, sentidos, pensamento)

Vida humana – ligada à respiração e ao coração

 

Karõ – habita o corpo (princípio vital)

Sobrevive ao homem – vai se estabelecer entre os mortos e lá levar uma existência insípida e diminuída

Fotografias, reflexos, “imagem do corpo

Pode aparecer diferente do corpo que habita

“duplo” – o que remete ao objeto sem, no entanto, se confundir com ele (10)

Algo profundamente diferente de uma imagem

Cessação do sopro – não basta para consumar a morte

Morte – um processo (reversível)

Karõ – duplo não sobrevive como imagem livre (12)

Não é imaterial

 

As causas da morte

 

Morte: feitiço, doença, acidente

 

Feitiço e doença – distinção feita por especialista (curador)

Feitiço: introdução de substância estranha no corpo da vítima

Doença: saída e permanência do Karõ fora do corpo

(curador – traz de volta – quem faz o primeiro diagnóstico) (13)

 

Feitiçaria – acusador-acusado-vítima – de acordo com parentelas, facções e inimizades de cada um.

 

As causas da morte e o discurso do corpo

 

DOENÇA: conjunção excessiva com a parentela morta (manifesta-se pela exterioridade do Karõ) = DENTRO – FORA

 

FEITIÇO: agressão por um estranho e manifesta-se pela invasão do corpo por uma substância exterior = FORA – DENTRO

 

Mortos = inimigos – morte = traição (15)

 

Morto = passa ao campo adverso = É A EXTERIORIDADE



Escrito por edmundo às 16h50
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CARNEIRO DA CUNHA, Manuela. Os mortos e os outros. Uma análise do sistema funerário e da noção de pessoa entre os índios Krahó. SP: Hucitec, 1978.

Mortos – alteridade máxima

Vivem em uma anti-sociedade

Enquanto estrangeiros (bárbaros) e inimigos

Jê setentrionais

Timbiras Orientais

- Krahó

-Rankokamekra- Canela

- Apanyekra-Canela

- Pikobye

- Krikati

 

 

Timbira Ocidentais

- Apinayé

 

 

Kayapó

- Gorotire

- Xikrin

- Suyá

 

 

 

Jê Centrais

- Xavante

- Xerente

 

 

 

 

Jê Meridionais

- Kaingang

- Xokleng

 

Definição e critério da morte

 

Ratëk = Ra (estado) = quando cessa a respiração

Respirar – ato vital

Comandada pelo coração (movimentos, sentidos, pensamento)

Vida humana – ligada à respiração e ao coração

 



Escrito por edmundo às 16h48
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Canibalismo – o que se comia era uma relação = a posição do inimigo (668-9)

Inimigo – o que se comia era a posição e não a substância

Quem come é que se altera

Morte: o motor do socius

Mortos – nexo com o inimigo (e não o contrário como postulou F.F.)

Cativo e matador – faces complementares do morto

 

Morto – vivo = matador / morto=inimigo ] = pessoa



Escrito por edmundo às 16h40
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Homens

Mulheres

Homens

Natureza :Guerreiro

Cultura:sogro/chefe

Sobrenatureza (xamã)

Podre, morte

Cru, vida

Cozido, imortalidade



Escrito por edmundo às 16h40
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vida

Morte

 

 

 

 

 

 

cultura

 

sobrenatureza

Céu – Maï

Princípio vital

Ossos, pele

Futuro

Duplo cozimento

natureza

Terra – Ãñi

Sombra

Carne

Passado

Duplo apodrecimento

 

 

 



Escrito por edmundo às 16h39
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Matador – Iraparadï (Araweté – inimigo – imortal)

Matador + inimigo – fundidos numa só figura

Imune à devoração

Inimigo – “o que será música”

Canto do inimigo – cantado pelo matador

Matador – se torna inimigo – movimento de alteração

Devir-outro do guerreiro – traição à sociedade (593)

Sem destaque, mas respeitado e admirado

Araweté em sua plenitude



Escrito por edmundo às 16h39
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aldeia

(mulher:homem)

(agricultura:caça)

(milho:mandioca)

mata

(homem:mulher)

(caça:coleta)

(carne:mel)

 

Triângulo cerimonial

                                     Cru (Mel/Açaí)

 

Moqueado (carne)                                                Fermentado (milho)

 

Araweté

Universo social – parentes = identidade de substância

                     Não parentes = categoria de exclusão

Añi = irmão  /tiwã = primo cruzado

 



Escrito por edmundo às 16h38
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Maï

Ãñi

céu

Terra

aldeia

Mata

Perfume/beleza

Fedor/feiúra

imortalidade

Mortais/matáveis

Alma celeste

Espectro terrestre

 

 

(super) cultura

Natureza (pré-cultura)

humano

Animal

Araweté

Inimigo



Escrito por edmundo às 16h37
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VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo. Araweté. Os deuses canibais. RJ: Anpocs/Jorge Zahar, 1986.

Cosmologia Araweté = a partir dos conceitos relativos à pessoa, à morte, à divindade e dos cantos rituais e xamanísticos.

Antropofagia ritual Tupi – Guarani.

Araweté: alma dos mortos são mortas e devoradas no céu pelos Maï, deuses e depois ressuscitadas a partir dos ossos – assim tornam-se imortais

 

Pessoa Araweté: destino é tornar-se outro (devir)

Imaginário: na palavra e no canto = pouco a ser visto (23)

Sociedade: voltada para o exterior

 

Centro: fora / identidade: alhures / outro: destino

Morte: lugar onde a pessoa Araweté se realiza = síntese disjuntiva (28)

Jê = sociedades dialéticas = socius inscreve seus princípios no universo

 

Indiferença às convenções sociais (44)

Maquinaria ritual = reprodução de indiferenças

 

 

 

Palavra Araweté – palavra de um outro

Pessoa Araweté – devir (118)

Não idêntica a si – identidade ao contrário

Canibalismo – devir outro

Estrutura da cosmologia Tupi-Guarani

a.   Deuses, almas divinizadas – céu

b.   Humanos (viventes) – terra/aldeia

c.   Espectros dos mortos/animais – mata/mundo subterrâneo

 

 

 



Escrito por edmundo às 16h36
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