antropologia social e cultural


olá a todos!

nossa aula do dia 01/12 - terça-feira será na sala 107 (diurno e noturno) e vamos discutir o seguinte texto:

VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo. Atualização e contra-efetuação: o processo do parentesco. In: Viveiros de Castro, E. A inconstância da alma selvagem. SP: Cosac&Naify, 2002.

 



Escrito por edmundo às 16h39
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pessoal,

por um imprevisto nossa aula de hoje à noite - 24/11 - foi transferida para a sala 107. Fica no mesmo corredor da portaria (ao lado da congregação). É a sala de defesas.

 



Escrito por edmundo às 12h54
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Olá a todos,

nossa aula de terça-feira, dia 24/11 está marcada para as seguintes salas:

manhã - sala 303

noite - sala 92

até lá!



Escrito por edmundo às 20h22
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olá a todos,

vejam as referências de leitura para a aula do dia 26 de novembro - quinta-feira:

Descola, Philippe. Estrutura ou sentimento: a relação com o animal na Amazônia. Mana, Abr 1998, vol.4, no.1, p.23-45. ISSN 0104-9313

http://www.scielo.br/pdf/mana/v4n1/2425.pdf

 

Overing, Joanna. Elogio do cotidiano: a confiança e a arte da vida social em uma comunidade amazônica. Mana, Abr 1999, vol.5, no.1, p.81-107. ISSN 0104-9313

http://www.scielo.br/pdf/mana/v5n1/v5n1a04.pdf

 

 

 



Escrito por edmundo às 16h33
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olá a todos ,

conforme combinamos (na aula do dia 10 de novembro) nós não teremos aula hoje (17 de novembro)

Nossa próxima aula ficou para o dia 24 de novembro - terça-feira. Os textos são os seguintes:

SEEGER, A. MATTA, Roberto da, VIVEIROS DE CASTRO, E. A construção da pessoa nas sociedades indígenas brasileiras. Boletim do Museu Nacional no. 32, maio de 1979.

VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo. Os pronomes cosmológicos e o perspectivismo ameríndio. Mana 2 (2):115-144, 1996.

 

em breve envio as referências para a aula do dia 26 de novembro - quinta-feira.

 

 

 



Escrito por edmundo às 15h52
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Olá a todos!!

nossa aula de reposição ficou assim definida:

diurno - dia 10 de novembro às 8 horas na sala 303

texto:

GONÇALVES, Marco Antonio. O Mundo inacabado. Ação e criação e uma cosmologia amazônica. RJ: Ed. UFRJ, 2001

noturno - dia 10 de novembro às 19 horas na sala 90

textos:

SILVERWOOD-COPE, Peter L. Os Makú. Povo caçador do Noroeste da Amazônia. Brasília: Ed. UNB, 1990.

GONÇALVES, Marco Antonio. O Mundo inacabado. Ação e criação e uma cosmologia amazônica. RJ: Ed. UFRJ, 2001

 

 



Escrito por edmundo às 13h27
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olá pessoa!

o texto da próxima aula:

SILVERWOOD-COPE, Peter L. Os Makú. Povo caçador do Noroeste da Amazõnia. Brasília: UNB, 1990.

Introdução - pp: 11-30

A estrutura do cosmos - pp; 157-176



Escrito por edmundo às 11h20
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5. Aspectos do parentesco social

Tabela de relações p. 67.

 

6.Autonomia e dependência

Visão indígena = acampamentos auto-suficientes – visão assumida pelo autor na 1º parte – na verdade: comunicação entre acampamentos é vital

Acamapamentos não são auto-suficientes

Chefe:  

1     Iniciativa

2     Competente (organizar trabalhadores, tomar decisões);

3     Deve falar bem;

4     Deve ser generoso;

5     Deve conhecer xamanismo e tradição – não deve ser autoritário

 

·        Relações afins de parentesco = politicamente importante, pois contém o potencial para expressão da hierarquia

 

ð Controle do pai sobre suas filhas

=> uxorilocalidade = controle de um homem sobre outro homem através de uma mulher

 

ð Define o tamanho e a estabilidade da aldeia (nº e natureza das relações afins)

Afinidade = estranho, perigo, competição, conflito, divisão

Fissão = ocorre quando o acampamento atinge certo tamanho. Why?

ð Grandes aldeias = quebra da ficção de consangüíneos – difícil chefe exercer poder familiar

Doença e morte = envolve componente social

Afinidade => caminho do poder político

ð Possui o germe de sua dissolução

Fatores que salvam a aldeia do isolamento físico e social: casamentos, disputa, comércio e ritual.

Kagwahiv = dupla liderança – p. 83.

 

7.   O indivíduo em sociedade

Tese de Turner: exploração da mulher jovem e do homem ativo pelos velhos (“classe dominante” da família residencial)

Riqueza = recurso escasso e valor

ð Economia política = gerenciamento e controle de recursos escassos e habilidade dos indivíduos envolvidos em gerar valor

Guiana = escala de valores nos animais caçados (porco diferente de tatu)

Melhor caçador => melhor acesso a mulheres => melhor quantidade de suprimentos => liderança

Produção separada do produtor (refeições coletivas) – outro pode se apropriar do valor

Guiana = escassez de segurança (pessoas familiares comparadas com estranhos perigosos)

ð Economia política = gerenciamento de recursos humanos – vistos normalmente como escassos

ð Preparação dos produtos de mandioca = trabalho feminino – processo ritual – sociedades patrilocais – ligado a uxorilocalidade

=> homens anulam o trabalho da mulher e usam o produto ritual e politicamente – esferas onde as mulheres são excluídas

II

Trabalho = homem + mulher => casal = complementaridade na família nuclear

Membros de 1 unidade = dividem uma substância comum => certas circunstâncias restrições individuais pelo bem comum

Guiana = sociedade com características atomísticas

EVC – 95/96

Sociedade – agregado de indivíduos negociando parentesco (98)

    8.Sociedade Guiana e o contexto geral

Recurso escasso: humano

Aldeias = caleidoscópio – (p. 102)

Guiana = forma + simples das culturas sulamericanas

ð Não há garantias na volta da mulher na geração seguinte então controla-se todos os recursos humanos (endogamia) ou das mulheres (uxorilocalidade)

Troca entre vários grupos locais



Escrito por edmundo às 17h06
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RIVIÈRE, Peter. Individual and society in Guiana. A comparative study of Amerindian social organization. Cambridge University Press, 1984.

1.   Peoples and approaches.

 

-         Trabalho de avaliação da etnografia existente sobre a área – “Guiana”

1º curso de etnografia sulamericana

2º identificar elementos e parentesco da organização social Guiana

3º amplo estudo das sociedades sul americanas de terras baixas/ sociedades sul americanas = troca – sem margem estanque.

Sociedades Guianas = natureza atomística/ membros individualistas

ð Pedaço de um grande mosaico – pedaços ao mesmo tempo similares e diferentes – características variantes e invariantes

Estudo = características invariantes

ð Resultado da concentração da estrutura e da organização social

Estrutura social = fundamental e invariante

Guiana = maioria Carib

Exceção: Wapishana (Arawak) e Piaroa (Sáliban?)

Terras baixas: diferenças lingüísticas não coincidem necessariamente com diferenças sociais e culturais

Trabalho = divisão sexual

Família nuclear = unidade significante da organização social.

Descendência cognática com residência uxorilocal

 

2.   O padrão de assentamento: tamanho, duração e distribuição

Assentamentos – difícil caracterizar

ð Espaço transitório

ð Floresta x Savana

População 15 a 50 hab.

Distância = de 1,5 dia a dias de caminhada

Duração = de 6 a 7 anos

Assentamento = tamanho mínimo

Movimento entre acampamentos = razões sociais, políticas, rituais e econômicas

Assentamentos = ligados entre si

ð Adaptação coerente: natureza das instituições políticas + padrão de assentamento + fatores ecológicos (estes não sendo os únicos determinantes [ecológicos])

 

 

3.   Composição da vila:

Vilas = política + parentesco = influenciam a composição da vila

Mobilidade da população:

1.   Movimento entre assentamentos (individual ou familiar)

2.   Fissão do acampamento por causas políticas

Família natal – retém o controle sobre a capacidade de produção e reprodução de mulheres jovens

ð Uxorilocalidade = Turner

 

 

4.   As categorias de classificação social

Habitantes: ficção de que o acampamento é composto de grupo de parentes bilaterais – termo com ampla classificação semântica = próximo a “família”

– não existe grupo que possa ser rotulado de consangüíneo e afim na relação de troca de esposas

Terminologia – características:

1.   Princípio de troca direta prescritiva – distinção de sexo, idade

 



Escrito por edmundo às 17h03
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2 tipos de pessoas:

 

1.   A pessoa está no espírito (com ancestrais, etc.)

 

2.   A pessoa está no corpo

Mortos = pura imagem

Sem sucessão – pessoa não transmissível

Transmissão – nomes, cargos públicos, honrarias

 

Inimigos, afins, amigos formais = formas que se reveste o outro para que se estabeleça o eu

 

Eu = é ser-se vivo, krahó, de um segmento residencial, sustentar um nome,....

 

Krahó = eu sou aquilo que o que eu não sou não é



Escrito por edmundo às 17h00
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2 opções para a sociedade:

1.   Enfatizar a oposição vivos / mortos

Realce da oposição = antagonismo sem ancestrais = Brasil

 

2.   Continuidade de consangüíneos (vivos/mortos = oposição de segundo plano) = grupos de descendência, ancestrais,...) = África

 

Krahó – sociedade dos vivos (concebe-se como tal)

Sociedade essencialmente cerimonial

 

Nível pessoal – dupla lealdade = ao grupo e à parentela = conflitiva (143)

 

Laços consangüíneos com mortos se choca com a descontinuidade exigida pela sociedade



Escrito por edmundo às 17h00
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Partida para o mundo dos mortos = passagem para o campo adverso (traição)

 

Morte, casamento = analogias (119)

(afins/mortos)

 

Vivos : mortos :: consangüíneos : afins (a relação e não os termos)

 

Mekarõ – chamam os krahõ de mekarõ (120)

 

Sociedade – dentro – leste

Mortos – exterior – oeste

 



Escrito por edmundo às 16h59
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Karõ = ao desprender-se do homem torna-se imagem livre (não remete à forma precisa) – mas ele não é imagem sem conteúdo

 

Mekarõ = morre várias vezes toma várias formas (animais grandes, pequenos, raiz, pedra, cupim, ...)

Animais de caça com gosto ruim

 

Pessoa krahó – vive no seu corpo = karõ = liberto dissolve laços com o corpo que lhe emprestava forma estável (116)



Escrito por edmundo às 16h58
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Força vital = fica no organismo após a morte

Morte definitiva = igual quando o sangue desaparece

 

1.   Sangue = indivíduo biológico = líquido = desaparece

2.   Ossos = persona (direitos e deveres) = sólido = perene

Pertencem à sociedade = sem perigo

3.   Sopro vital = ar

 

Mekarõ = mediadores entre o corpo e a sociedade

Individuais /pseudosociais

Impossibilidade de conciliar a consangüinidade com as exigências de uma sociedade (111)



Escrito por edmundo às 16h57
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Enterro secundário – 3 grupos

- mulheres e crianças excluídas

- com direito e inumados em casa (homens comuns)

- com direito e inumados no pátio da aldeia (chefes honorários associados aos homens e aos meninos e meninos associados às mulheres, moças associadas aos rituais de iniciação, chefes de aldeia e esposa, padre e sua mulher e outros) (96)

 

Morte - processo

Rito de passagem – para o karó do morto (levado definitivamente entre os mortos) e para os parentes (reintegrados aos vivos) (100)

 

Sangue e transgressões de fronteiras

 

Carne = nela há água e sangue

Água – sai com o suor (inakõ)

Sangue (kaprô) – não sai = sustenta o corpo

 

Sangue e movimento = ligados (parado = sangue secando)

 

Sempre perigoso = alguns são mais temíveis (penetram mais facilmente)

 

Vômito, cuspe, lágrimas, suor, pus, sexo – dilapidam as propriedades individuais (inverso)

 

Sangue – invasão - comendo, matando, derramando, tocando

Sangues diferentes não devem ser misturados.

 

 



Escrito por edmundo às 16h56
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